Ruza Amon
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Edição nº 0 | Ano 15 | Abril de 2010

» "Presentear é tão bom!"

As mães são criaturas muito fofas, abnegadas e singelas. Mas se engana quem pensa que elas não curtem ganhar presentes no Dia das Mães. Aquela célebre expressão “Obrigada, mas não precisava!” significa, na verdade, “que bom que você lembrou!”. Agradar uma mãe é tarefa muito simples. Basta uma flor, um beijo, um telefonema, um creme cheiroso, um chá perfumado, um elogio rasgado ou uma foto recente, e ela se derrete na hora. Mas os presentões também são muito bem-vindos e, com o mesmo entusiasmo dedicado às pequenas lembrancinhas, elas costumam anunciá-los com a voz cheia de música: “foi meu filho que me deu... Foi minha filha que me trouxe...” Mais do que a data, o importante é o gesto querido de demonstração do amor filial. Querem uma prova disso? Tentem presenteá-las mais algumas vezes durante os 228 dias que separam o Dia das Mães do Natal, e vocês vão obter a confirmação de que nossas mamães estão sempre preparadas para receber homenagens. A frase “Obrigada, não precisava”, no entanto, vai seguir a mesma porque ela é absolutamente verdadeira; embora os mimos sejam muito festejados, para seguir amando seus filhos as mães não precisam de nenhum estímulo extra.

Por outro lado, todos os demais seres humanos são tão sensíveis a manifestações de afeto quanto nossas mães, e é uma experiência muito gostosa prestar pequenas homenagens. Chegar pela primeira vez na casa nova de um casal amigo, por exemplo, é um momento de muita alegria e merece ser celebrado com um agrado. E não estamos falando de levar o vinho que será consumido durante o jantar; tem que ser um presentinho exclusivo para os moradores da casa. Outra gentileza indispensável é agradecer pelo empréstimo de um objeto. Seja livro, aparelho eletrônico, material esportivo ou mesmo uma residência de veraneio, o empréstimo de um bem pessoal é um ato de desprendimento e confiança, que deve ser reverenciado. Além das situações óbvias, existem outras em que vizinhos, parentes e amigos nos concedem préstimos imateriais, variando desde aquela paciência ‘amiga’ para escutar um desabafo até a tolerância com a música alta, passando pela ajuda no parque com a criançada. É um prazer demonstrar nossa gratidão chegando de repente com um presentinho sob medida para a pessoa em questão. Causar surpresa é simpático e divertido, sem falar na renovação de vínculos da qual é capaz um gesto de afeto e reconhecimento. Presentear é muito bom. Que o digam as mães, de quem os filhos recebem o dom mais precioso e generoso de todos os presentes, que é a vida.

 

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