Ruza Amon
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Edição nº 0 | Ano 15 | Fevereiro de 2010

» "A refrescante combinação de vinhos e frutas"

Se a ideia é baixar a temperatura e ao mesmo tempo elevar o astral de um fim de tarde, uma jarra de clericot é uma das imagens mais refrescantes que podem nos vir à lembrança. É muito pouca gente que resiste à combinação de drinques feitos à base de vinhos e apetitosos cubos de frutas, taças elegantes e uma boa conversa. O charme das bebidas pertencentes à família dos ponches (do inglês ‘punch’) é a ‘pescaria’ das frutinhas depositadas no fundo da taça. Sim, elas estão ali para serem saboreadas sem constrangimento, e para isso se usam garfinhos ou palitinhos de aperitivo. Ponche é a denominação para misturas de bebidas alcoólicas com não alcoólicas e que em algumas versões incluem frutas. O clericot é um ponche tipicamente sul-americano originado na Argentina, cujo nome derivou da expressão inglesa ‘claret cup’. Este drinque, por sua vez, surgiu no século 19, e era composto de vinho Bordeaux, suco de limão, xerez, brandy e soda. No entanto, a receita consagrada na Argentina e no Uruguai (e que chegou ao Brasil) é preparada com vinho branco ou espumante, cubos de frutas e açúcar. Pêssego, pêra, morango e maçã in natura são as mais utilizadas. Como acontece a todas as receitas que dão volta ao mundo, no Brasil o clericot é muitas vezes incrementado com licores, água mineral ou refrigerantes, frutas em conserva (como o abacaxi) e até com suas próprias caldas. Já um ponche à base de vinho tinto pode ser chamado de sangria, típica bebida espanhola de sabor inconfundível e maravilhoso efeito visual. Na sangria, o que não pode faltar (além do vinho, é claro) é suco de laranjas, laranjas em cubos ou até mesmo em rodelas. Limão, maçã e especiarias também são muito apreciados. As jarras de sangria são bojudas e com bico dobrado, pois ele tem a função de reter os componentes sólidos enquanto a bebida é servida. Existem jarras espanholas magníficas, peças em cerâmica ricamente ornamentadas com o nome da bebida e com rebuscados desenhos coloridos. Quem possui uma destas relíquias em casa pode proporcionar um toque de prazer a mais aos seus convidados. Por outro lado, quem não for um feliz proprietário de uma faiança espanhola não tem por que desanimar: nos itens de bazar sempre encontraremos lindas jarras possantes e transparentes que terão como vantagem revelar a luminosidade do vinho tinto. Podemos nos valer ainda de um toque chique e útil que é um talher específico para misturar o drinque antes de servi-lo. Em metal com cabos trabalhados ou rústicos feitos em madeira, eles também vão ajudar na ‘pescaria’ das tão cobiçadas frutas...

Clericot, claret cup, sangria, punch ou ponche, tanto faz. O importante é encontrarmos a receita que agrade ao nosso paladar, prestigiando as bebidas e frutas típicas da nossa cultura. Faça suas próprias experiências, tomando o cuidado de anotar os itens da combinação, pois na hora de reproduzir ‘aquela’ mistura perfeita, será fundamental que as proporções sejam exatas. Contribuindo para essa nova aventura gastronômica, aí está uma receita de clericot que costuma fazer sucesso. Boa sorte e... saúde!

 

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